O conselho de administração da Tesla propôs um pacote de remuneração avaliado em aproximadamente US$ 1,03 trilhão para o diretor-presidente Elon Musk, valor que, se aprovado, representará a maior compensação corporativa já registrada.
Pelo documento regulatório divulgado nesta quinta-feira (5), Musk poderá receber até 12% das ações da montadora caso o valor de mercado da empresa atinja US$ 8,6 trilhões em até dez anos. Hoje, a companhia precisa elevar sua capitalização em quase oito vezes — cerca de US$ 7,5 trilhões adicionais — para alcançar a meta.
Sem salário nem bônus em dinheiro
A proposta estabelece que Musk não receberá salário fixo nem bônus em espécie. Toda a remuneração depende do cumprimento de metas de produção e mercado, incluindo:
- Venda de milhões de veículos elétricos;
- Lançamento de serviços de robotáxi;
- Entrega de robôs humanoides equipados com inteligência artificial.
Se todos os objetivos forem alcançados, o executivo aumentará substancialmente seu poder de voto na companhia, que hoje detém cerca de 13% das ações em circulação, ampliando o debate sobre governança e sucessão na Tesla.
Contexto judicial e mudanças societárias
A iniciativa surge enquanto Musk ainda discute na Justiça o pacote de 2018, avaliado na época em US$ 56 bilhões. Esse plano foi anulado duas vezes por um juiz de Delaware, estado onde a Tesla era incorporada até 2024. No início deste ano, a empresa transferiu sua sede legal para o Texas, e o caso aguarda decisão da Suprema Corte de Delaware.
Em paralelo, o conselho aprovou um plano temporário de US$ 29 bilhões em ações restritas para manter Musk no comando até pelo menos 2030, período em que a montadora pretende acelerar investimentos em inteligência artificial e robótica.
Com informações de G1





