O Grupo Volkswagen se prepara para realizar uma significativa reestruturação, que pode ser a maior da sua história. Segundo informações divulgadas, o CEO Oliver Blume apresentou um plano que inclui a demissão de até 100.000 funcionários e o fechamento de quatro fábricas na Europa. As medidas, que ainda precisam ser discutidas pela alta cúpula da empresa, visam enfrentar uma crise que afeta o grupo há algum tempo.
Em 2025, os lucros da Volkswagen caíram 44% em comparação ao ano anterior, totalizando 6,9 milhões de euros, o menor resultado desde o escândalo do Dieselgate. A pressão da concorrência chinesa e as tarifas sobre importações de veículos para os Estados Unidos têm impactado negativamente as operações da montadora alemã, que busca alternativas para se reerguer no mercado.
De acordo com relatos, o plano de reestruturação contempla a eliminação de 100.000 postos de trabalho na Europa, sendo que metade desses cortes já estava prevista até 2030 apenas na Alemanha. Além disso, aproximadamente 45.000 empregos estão ameaçados com o fechamento das fábricas em Hanover (Volkswagen Comerciais), Zwickau (Volkswagen, Cupra e Audi), Emden (Volkswagen) e Neckarsulm (Audi). As operações dessas unidades devem ser encerradas conforme os modelos atualmente produzidos forem descontinuados ou transferidos para outras plantas.
O objetivo da Volkswagen é alcançar uma redução de custos de aproximadamente US$ 148,2 bilhões (cerca de 15%) nos próximos cinco anos. Com isso, a empresa projeta uma diminuição de 15% no quadro de funcionários, que, no primeiro semestre de 2026, contava com 657.400 empregados. O sindicato IG Metall e o conselho de fábrica da Volkswagen já manifestaram a intenção de resistir às medidas propostas.
Em meio a essa turbulência, Ingo Speich, acionista da Volkswagen, destacou à imprensa que “os custos elevados são apenas um sintoma, não a causa” do problema. Ele enfatizou que a montadora precisa lançar produtos atraentes e com alta demanda para resolver a questão das vendas fracas. Enquanto isso, a Volkswagen se abstém de comentar oficialmente sobre a situação.







