A partir de 1º de julho, motoristas que utilizam o Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI) enfrentarão um aumento nas tarifas. A Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo) homologou um reajuste de 4,91%, elevando o valor de R$ 38,70 para R$ 40,60, o que representa um acréscimo de R$ 1,90. Com isso, o SAI continuará a ser o pedágio mais caro do Brasil.
O reajuste tarifário foi publicado no Diário Oficial do Estado e impacta a principal rota entre a capital paulista e a Baixada Santista, um percurso de 65 km que recebe cerca de 120 mil veículos diariamente. Além do SAI, a rodovia Cônego Domênico Rangoni, que também compõe a região, terá a tarifa aumentada de R$ 18,30 para R$ 19,20.
No entanto, o novo valor será aplicado antes da implementação de uma mudança significativa no sistema de cobrança. A introdução do sistema de cobrança eletrônica free flow, que estava prevista para o mesmo dia 1º de julho, foi adiada pela concessionária Ecovias Imigrantes. A empresa informou que ainda está realizando testes operacionais que começaram em 11 de junho e aguarda a homologação e autorização da Artesp para iniciar as operações, sem uma nova data definida.
Quando o sistema free flow entrar em operação, as tradicionais praças de pedágio serão substituídas por pórticos equipados com câmeras e sensores que permitirão a leitura de placas e tags sem a necessidade de parada dos veículos. A cobrança, que atualmente é feita apenas na descida para o litoral, será dividida entre os dois sentidos, com tarifas de R$ 20,30 tanto na ida quanto na volta.
Apesar das mudanças, parte das estruturas físicas dos pedágios será mantida temporariamente para a Operação Comboio, que é acionada pela Polícia Militar Rodoviária em dias de neblina intensa na Serra do Mar. O novo modelo de cobrança deve beneficiar especialmente motoristas que utilizam apenas um trecho do sistema, como aqueles que descem a serra e retornam por outras rotas, como a Mogi-Bertioga e a Régis Bittencourt, pagando somente pelo trecho percorrido.
A Artesp espera que a nova tecnologia contribua para a redução das filas que costumam ser registradas em feriados prolongados e na alta temporada. Além disso, a expectativa é que o modelo possa ser estendido a outras rodovias paulistas que apresentam grande fluxo de veículos.
Por fim, é importante destacar que, assim que o sistema free flow for implementado, o SAI deixará de ser o pedágio mais caro do país, passando o título para o pórtico Cujubim, localizado na BR-364 em Rondônia, que atualmente cobra R$ 37 por passagem. Até a estreia do novo sistema, a tarifa de R$ 40,60 continuará a ser aplicada aos motoristas que descem em direção ao litoral.





