O Mitsubishi TR4 2010, antes de Elize Matsunaga e usado no caso de 2012, teve várias transferências de propriedade. Atualmente circula na Grande São Paulo com multas pendentes que somam R$665.
O Mitsubishi Pajero TR4 2010, anteriormente de propriedade de Elize Matsunaga, que foi utilizado em maio de 2012 para transportar os restos mortais de seu marido, Marcos Kitano Matsunaga, teve sua atual situação e paradeiro revelados. O veículo, que já passou por diversas trocas de propriedade, atualmente circula pela Grande São Paulo e acumula R$ 665 em multas pendentes.
Na época do homicídio do herdeiro e diretor da Yoki, Elize foi a primeira proprietária do SUV, adquirido zero-quilômetro como um presente quando o casal ainda se encontrava em um relacionamento. Durante a investigação do crime, a perícia policial encontrou vestígios de sangue no porta-malas do automóvel, que foi utilizado para transportar três malas contendo partes do corpo da vítima por mais de 200 km até o município de Cotia, em São Paulo.
Após a prisão de Elize, o veículo permaneceu guardado por anos na garagem do condomínio onde ocorreu o crime, localizado na Vila Leopoldina, zona oeste de São Paulo. Em 2023, uma loja de veículos seminovos realizou a venda do utilitário, que possuía apenas 10 mil quilômetros rodados. O primeiro comprador adquiriu o carro sem ter conhecimento do seu histórico criminal.
Após essa primeira revenda, o Mitsubishi Pajero TR4 passou por mais uma transferência de propriedade. Atualmente, o veículo está registrado em São Caetano do Sul, no ABC Paulista. Apesar de estar com o licenciamento em dia e apto para circular legalmente, o SUV acumula multas decorrentes de infrações recentes, incluindo: uso de telefone celular ao volante, avanço de sinal vermelho e excesso de velocidade.
A curiosidade pública acerca do destino dos bens envolvidos no caso foi reacendida com o lançamento do filme “Elize: Sombras de Uma Mulher” na Netflix. Elize Matsunaga cumpre pena em liberdade condicional desde 2022, após ser condenada a 16 anos e três meses de prisão pelo assassinato e esquartejamento de seu marido.
Em uma entrevista ao UOL Carros em 2021, a advogada de Elize, Juliana Fincatti Santoro, comentou que sua cliente quitou cerca de R$ 12 mil em débitos de IPVA e licenciamento atrasados em 2019, quando progrediu para o regime semiaberto. Até a venda do modelo, Elize custeou anualmente as despesas administrativas do veículo, que permaneceu parado por mais de 10 anos em uma das quatro vagas das coberturas onde o casal residia.





