Uma motorista sobreviveu após permanecer cerca de duas horas presa sob uma carga de serragem dentro de um Volkswagen T-Cross, atingido por uma carreta que tombou em Porto Alegre (RS). De acordo com o capitão do Corpo de Bombeiros, Daniel Suchy, a vítima manteve-se consciente desde o primeiro contato da equipe até a remoção do veículo, que ficou amplamente deformado.
Proteção garantida pela célula de sobrevivência
Profissionais ouvidos apontam que a integridade do habitáculo resultou da célula de sobrevivência, conjunto de reforços estruturais presente em todos os automóveis novos vendidos no Brasil. “Esses reforços hoje ajudam muito; são ferros maiores, que não amassam tão fácil”, afirma Bruno Bandeira, mecânico e dono da Oficina Mecânica na Garagem. Ele lembra que, em modelos como o Renault Twingo, o tamanho da porta permite que a barra impeça a invasão de outro veículo.
Segundo Tenório Júnior, técnico e professor de mecânica automotiva, a célula distribui as forças do impacto por longarinas e colunas reforçadas, reduzindo o risco de lesões graves. “O veículo é produzido para desmanchar inteiro em uma colisão, mas o habitáculo onde ficam passageiros e motorista precisa ficar preservado”, acrescenta Alexandre Dias, proprietário das oficinas Guia Norte.
Importância da proteção lateral
Em 2016, um teste do Latin NCAP demonstrou a eficiência das barras internas: um Fiat Palio equipado com o reforço sofreu menor deformação lateral que um Peugeot 208 sem o componente, protegendo melhor o motorista. Apesar de, desde 2024, todos os carros novos terem de passar por ensaios de impacto lateral, não existe norma que obrigue a instalação dessas barras ou o uso de materiais específicos.
Resultados recentes de segurança
No mesmo programa independente de avaliação, o Volkswagen Tera conquistou cinco estrelas, reforçando a evolução das estruturas de proteção disponíveis nos veículos mais recentes.
A adoção generalizada da célula de sobrevivência e de reforços nas portas, colunas e longarinas mostra como a engenharia automotiva tem avançado para reduzir danos aos ocupantes em acidentes, como o registrado na capital gaúcha.
Com informações de g1





