A Petrobras informou nesta terça-feira (12) que estuda um aumento do preço da gasolina vendido às distribuidoras, mas que vai monitorar a reação do mercado e a concorrência com o etanol antes de implementar o ajuste, afirmou a presidente da estatal, Magda Chambriard.
Em videoconferência com analistas, Chambriard disse que a elevação ocorrerá “já, já”, mas ressaltou a necessidade de garantir que a medida não reduz a participação da empresa no mercado. “Nós estamos agora tratando desse aumento de gasolina, mas sempre de olho no nosso ‘market share’ e na evolução do mercado do etanol”, declarou a executiva.
A preocupação da petroleira, segundo a presidente, é que um repasse maior ao consumidor torne o etanol mais atrativo, o que poderia derrubar as vendas de gasolina nos postos. “Nós estamos tratando disso, vai acontecer já um aumento de preço da gasolina, mas nós temos que ter certeza que esse mercado almejado continua nosso”, afirmou Chambriard.
O tema ganhou peso nos últimos dias porque o preço do etanol caiu nos 15 dias anteriores, impulsionado pelo aumento da produção e pelo início da safra da cana-de-açúcar, informou a presidente. Com o biocombustível mais barato, parte dos motoristas pode optar por abastecer com etanol, dependendo da diferença de valores entre os combustíveis.
Na segunda-feira, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que, diante da alta do petróleo decorrente da guerra no Oriente Médio, é necessário que a Petrobras reavalie continuamente os preços dos combustíveis no país. Durigan falou após se reunir em Brasília com Magda Chambriard.
Questionado sobre a possibilidade de a estatal manter por mais tempo a defasagem estimada pela Associação Brasileira de Importadores de Combustíveis (Abicom) — de 30% no diesel e de 65% na gasolina em relação aos preços internacionais —, o ministro respondeu que esse é “um tema da Petrobras” e que não discute a questão com a empresa. “O que Estado tem que fazer é, na medida em que a gente vê a guerra aumentando o custo no país, aumentando os preços, tem que se preparar, porque o Brasil não quer ser sócio da guerra”, afirmou Durigan.
A Petrobras, controlada pelo governo e com ações negociadas na Bolsa, segue avaliando o momento e os efeitos sobre sua participação de mercado antes de efetivar qualquer ajuste definitivo nos valores praticados às distribuidoras.
Com informações de G1





