Mark Walter, da TWG Global, busca compradores para a equipe e pede ao menos R$ 16,5 bi (US$ 3 bi). Ao menos sete interessados surgiram, e a General Motors não comenta o processo.
A Cadillac ainda nem terminou sua primeira temporada na Fórmula 1 e já pode trocar de dono. De acordo com três fontes a par do processo, o bilionário Mark Walter, que controla a equipe pela TWG Global, está procurando compradores e pede pelo menos R$ 16,5 bilhões (US$ 3 bilhões) pela operação.
Ao menos sete interessados já apareceram, mas nenhum negócio foi fechado até o momento. A General Motors, sócia no projeto, não quis comentar sobre a oferta ou o processo de venda.
A movimentação no mercado contradiz o posicionamento público anterior da TWG Motorsports. Em agosto, a empresa afirmou que não considerava deixar a Cadillac nem qualquer outra parte da sua divisão de automobilismo, que também reúne equipes na Indy e na Nascar. Desde então, no entanto, o controlador da equipe vem se desfazendo de outros ativos esportivos: vendeu o Los Angeles Lakers por R$ 68,6 bilhões e sua fatia de 13% no Chelsea, além de buscar comprador para o Los Angeles Sparks, da liga feminina de basquete.
Relatos também indicam que há duas investigações federais nos Estados Unidos relacionadas a transações não informadas envolvendo seguradoras controladas pelo grupo ligado ao proprietário. A TWG nega irregularidades, e o controlador não foi acusado formalmente.
Na pista, a estreia da Cadillac na categoria foi dura. Depois de 19 Grandes Prêmios, a equipe permanece como a única sem pontos no campeonato; o melhor resultado até aqui foi o 13º lugar obtido por Valtteri Bottas no GP da China. Sergio Pérez é o outro piloto do plantel. Fontes que acompanham a operação estimam que a equipe deverá registrar um prejuízo na ordem de R$ 2,2 bilhões neste ano, resultado dos elevados custos de montar uma estrutura de F1 do zero.
Para entrar na categoria, TWG e General Motors desembolsaram R$ 2,5 bilhões às demais dez equipes como taxa de diluição — compensação pela divisão das receitas do campeonato com a chegada de um novo time — e investiram pelo menos outros R$ 5,5 bilhões na montagem da operação. Mesmo com esses desembolsos, o preço pedido por Walter estaria aquém do valor médio estimado para uma equipe de Fórmula 1: projeções do mercado indicavam um valor médio de R$ 18,8 bilhões no ano passado, alta de 48% em 12 meses.
O eventual processo de venda levanta questões sobre a viabilidade financeira e esportiva de novas entradas na Fórmula 1, sobretudo em cenários que exigem investimentos significativos em pessoal, logística, desenvolvimento aerodinâmico e homologações técnicas para competir no nível exigido pelo campeonato.





