A Stellantis colocará o sistema híbrido leve flex de 12V nos SUVs Basalt e Aircross, com estreia em 2027 na linha 2028. Depois, a tecnologia deve chegar ao hatch C3. Versões e preços ainda não foram definidos.
A Citroën terá carros com sistema híbrido flex no Brasil. A Stellantis vai levar à marca francesa o sistema híbrido leve (MHEV) de 12 volts que já equipa modelos de outras marcas do grupo, com estreia prevista em 2027 para a linha 2028.
Os primeiros SUVs a receberem a solução serão os Basalt e Aircross. Mais tarde, a tecnologia deve chegar também ao hatch C3. Ainda não há definição sobre quais versões receberão o conjunto nem sobre os preços.
A adoção do MHEV na Citroën integra a estratégia da Stellantis de ampliar a oferta do sistema em todas as suas marcas no país, buscando reduzir consumo e emissões em uso urbano sem recorrer a híbridos plug-in ou elétricos puros.
Desenvolvida pela engenharia da Stellantis em Betim (MG), a tecnologia estreou nos Fiat Pulse e Fastback em 2024. Em 2025, passou a equipar os Peugeot 208 e 2008.
O conjunto combina o motor 1.0 turbo flex de três cilindros da família GSE a um pequeno motor-gerador elétrico ligado ao virabrequim por uma correia. Esse componente, conhecido pela sigla BSG (belt-driven starter-generator), substitui o alternador e o motor de partida convencionais.
O BSG dá a partida no motor a combustão e faz funcionar o recurso de desligamento do motor em paradas e religamento na saída (start-stop). Em desacelerações e frenagens, o motor-gerador recupera parte da energia do movimento e a transforma em eletricidade para recarregar a bateria. Em algumas acelerações, essa energia é usada para assistir o motor a combustão, aliviando sua carga.
Por operar em 12 volts, o sistema não permite que o carro rode apenas com eletricidade, como nos híbridos plenos. A proposta é reduzir o esforço do motor a combustão e diminuir o consumo, sobretudo no tráfego urbano com frequentes paradas e arrancadas. A Stellantis estima uma economia de cerca de 10% em relação às versões sem o conjunto.
Do ponto de vista técnico, a solução oferece ganhos de eficiência sem grandes mudanças arquiteturais no veículo: o BSG é integrado ao conjunto existente do motor GSE, mantendo a motorização a combustão como principal fonte de propulsão. A implantação em modelos Citroën marca o avanço da estratégia de eletrificação leve da Stellantis no mercado brasileiro.





