Uma Ferrari LaFerrari registrada no Distrito Federal ostenta o IPVA mais elevado já cobrado no país: R$ 1.067.933,76. O superesportivo, avaliado em R$ 35,6 milhões, faz parte do lote de 499 unidades produzidas entre 2013 e 2018, todas já comercializadas.
Lançada em 2013, a LaFerrari ficou marcada como o primeiro híbrido da fabricante italiana. O projeto uniu um motor a combustão V12 6.3 aspirado, posicionado no centro do carro, com um sistema elétrico que aumentou sua eficiência. Sozinho, o V12 entrega até 789 cv; quando combinado à propulsão elétrica, a potência total atinge expressivos 963 cv.
Desempenho e consumo
Graças ao conjunto híbrido, a LaFerrari reduz o consumo de combustível em cerca de 40% em comparação a um modelo exclusivamente a combustão. No entanto, isso não prejudica seu desempenho: o carro acelera de 0 a 100 km/h em apenas 2,9 segundos e alcança velocidade máxima de 350 km/h.
Sistema de freios
Para controlar os níveis de força gerados por quase 1.000 cv, a Ferrari equipou o modelo com freios de carbono cerâmica. Esse tipo de material suporta melhor o calor produzido em frenagens intensas, mantendo a eficiência e a segurança em alta performance.
Produção e últimas unidades
Entre 2013 e 2018, a Ferrari fabricou 499 unidades da LaFerrari. A última delas foi importada diretamente da Itália por uma empresa especializada e registrada em Santa Catarina, encerrando a série limitada do modelo.

Recalls realizados
Apesar de quase totalmente montada à mão, a LaFerrari passou por algumas campanhas de recall para correções de fábrica:
- Substituição do tanque de combustível em unidades com risco de incêndio;
- Troca dos assentos por falha na absorção de energia em colisões;
- Correção de leituras incorretas nos sensores de pressão dos pneus;
- Substituição do airbag do passageiro.
Com produção limitada e inovações técnicas, a LaFerrari é hoje um dos ícones da engenharia automotiva e mantém seu valor elevado tanto em colecionadores quanto em leilões.
Com informações de G1





