A Omoda 4 será reposicionada abaixo do Omoda 5. Chegará ao Brasil como híbrido flex e vai competir com T‑Cross, HR‑V e Creta, abrindo espaço para um novo modelo de entrada.
O Omoda 3 foi apresentado em abril de 2025 e, depois, o modelo trocou de nome para Omoda 4, justamente o carro que dirigimos na China na última semana. Porém, a mudança não ficou apenas no nomenclatura: o posicionamento comercial do modelo será alterado para abrir espaço a um novo veículo de entrada.
Na apresentação original, o Omoda 4 chegaria para concorrer com Volkswagen Tera e Jeep Avenger, apostando inclusive em um conjunto mecânico 1.0 turbo flex com arquitetura híbrida plena (HEV). Agora as coisas serão diferentes: o Omoda 4 será posicionado abaixo do Omoda 5 e chegará híbrido flex ao Brasil, mas não com o 1.0 turbo prometido anteriormente.
Em vez do conjunto 1.0, o Omoda 4 passará a compartilhar o sistema híbrido já adotado pelo Omoda 5. Esse conjunto combina um motor 1.5 turbo a combustão, com 135 cv e 20,4 kgfm, e um motor elétrico de 204 cv, resultando em 224 cv de potência combinada e 30,1 kgfm de torque. Com essa configuração, o modelo deixará de disputar diretamente o segmento de entrada para enfrentar SUVs compactos tradicionais, como Volkswagen T‑Cross, Honda HR‑V e Hyundai Creta.
A expectativa de precificação é de que o Omoda 4 tenha valores próximos ao Omoda 5 atual, na faixa entre R$ 140.000 e R$ 150.000. No entanto, há a possibilidade de o Omoda 5 subir de preço após a reestilização já apresentada, o que abriria espaço comercial para o Omoda 4. Esses detalhes deverão ser esclarecidos no primeiro semestre do próximo ano, quando a novidade desembarca no Brasil.
Essa reorganização da gama deixa uma lacuna para o segmento de SUVs de entrada — justamente onde a marca havia prometido atuar no Salão de Pequim deste ano com dois projetos: Omoda 2 e Jaecoo 3. Os dois serão SUVs irmãos, com identidades de design alinhadas às respectivas marcas, voltados para disputar o mercado de entrada. Apesar dos projetos confirmados, os carros ainda não existem como produto final, o que indica que eles seriam modelos previstos para 2028.
Para viabilizar volume e competitividade no segmento de entrada, a produção local será obrigatória. A estratégia envolve acelerar as negociações para a compra da fábrica da Land Rover em Itatiaia, no Rio de Janeiro, processo que deve ganhar ritmo agora com o fim do período eleitoral. A meta é enfrentar rivais que operam com cerca de 7.000 unidades mensais.







