As vendas de elétricos seguem em alta e as apólices passaram por ajuste: a diferença média de preço caiu desde março de 2025. Hoje seguradoras oferecem cotações mais próximas e coberturas competitivas.
Nos últimos meses, as vendas de veículos elétricos no Brasil apresentaram um crescimento notável, com esses modelos já representando uma parcela significativa do mercado automotivo nacional. Embora esses veículos ofereçam vantagens como menor impacto ambiental e alta tecnologia, um aspecto que gera dúvidas entre os consumidores é o preço do seguro para carros elétricos.
Um comparativo realizado em março de 2025 mostrou que os seguros de veículos elétricos poderiam ser até R$ 8.000 mais caros do que os de modelos a combustão em categorias semelhantes. Desde então, a realidade mudou e atualmente os carros eletrificados, incluindo híbridos e 100% elétricos, alcançaram 21,1% de participação no setor.
Em julho de 2026, foram registrados 25.782 emplacamentos de veículos totalmente elétricos, um aumento de 268% em relação ao mesmo mês de 2025, quando o total foi de 7.010 unidades. Com essa evolução, um novo comparativo de seguros foi realizado para refletir as mudanças de mercado.
O seguro de carro elétrico e o de modelos a combustão possuem coberturas básicas similares, como colisão, incêndio, roubo e furto, além de assistência 24 horas. No entanto, de acordo com especialistas, a principal diferença reside nas características específicas dos veículos elétricos, que podem aumentar o custo de reparação. Componentes como baterias de alta tensão e a necessidade de mão de obra especializada são alguns dos fatores que influenciam esses valores.
As seguradoras têm adaptado suas ofertas, incluindo serviços específicos para veículos elétricos, como proteção para a bateria e o cabo de recarga, além de reboque até um ponto de carregamento. A atualização dos valores dos seguros mostra que a diferença de preço entre carros elétricos e a combustão diminuiu consideravelmente.
Por exemplo, a cotação do seguro para o Volkswagen Nivus Comfortline 2026 é de R$ 3.053,60, enquanto o seguro do BYD Dolphin GS 2026 custa R$ 5.133,20, uma diferença que, embora ainda exista, é menor do que os valores observados anteriormente. Em relação ao Renault Kwid, o modelo elétrico E-Tech 2026 tem o seguro cotado a R$ 3.518,60, enquanto o modelo a combustão Intense custa R$ 3.226,30, uma diferença de apenas R$ 292,30.
Além disso, a comparação entre o Jeep Compass Sport 2026, com seguro a R$ 4.283,90, e o Leapmotor B10, que custa R$ 5.013,90, indica que a diferença está se tornando mais sutil. O mesmo se aplica ao Renault Boreal e ao Geely EX5, com uma diferença de R$ 344,10.
Com o aumento da frota de veículos elétricos e uma maior oferta de modelos no mercado, as seguradoras estão se tornando mais experientes na avaliação de riscos, o que contribui para a redução dos prêmios. Apesar de ainda ser mais comum que o seguro de carros elétricos tenha um custo superior, é possível encontrar valores que se aproximam ou até são inferiores aos seguros de veículos a combustão, dependendo do modelo e do perfil do segurado.
Assim, a dinâmica do seguro de automóveis movidos a bateria está em constante evolução, refletindo as mudanças no mercado e a crescente aceitação dos veículos elétricos pelos consumidores.





