O Toyota Corolla foi ultrapassado em vendas pelo BYD King no último mês de agosto, embora mantenha a liderança no acumulado do ano. Os números causaram grande repercussão nas redes sociais e desencadearam uma troca de provocações digitais entre as marcas, com a BYD destacando a liderança e a Toyota explicando a redução temporária de oferta.
Ao serem publicados os números, a BYD publicou em suas redes sociais a reprodução de uma trend recente, dizendo que “o Brasil escolheu um novo rei”. A brincadeira fazia relação não apenas com a liderança de vendas, mas também com a tradução de “King” (“rei”, em português) e a etimologia de “Corolla”, associada a “coroa”.
“o Brasil escolheu um novo rei”
A Toyota respondeu em formato semelhante, destacando a frase “O rei está mudando de castelo” e, na legenda, justificou a queda nas vendas por conta da transferência da produção do sedã.
“O rei está mudando de castelo”
Em comunicado publicado na mesma sequência, a fabricante afirmou que
“O Corolla está com a produção reduzida temporariamente para a transferência da linha de Indaiatuba para Sorocaba”
e concluiu com a projeção de retorno da oferta completa:
“Aguardem. Em breve, o rei estará de castelo novo, de volta ao trono e com volume total”
No final de junho, a marca havia anunciado a produção do último Corolla na unidade de Indaiatuba (SP), que será permanentemente fechada após 28 anos. Toda a operação será concentrada em Sorocaba (SP) como parte de uma reestruturação destinada a otimizar a manufatura e elevar a eficiência dos processos.
Como parte dessa mudança, foi construído um novo pavilhão na planta de Sorocaba, utilizando parcela dos investimentos de R$ 11 bilhões prometidos para até 2030 no Brasil. O novo espaço permitirá ampliar a capacidade produtiva de 170.000 unidades para 270.000 unidades por ano, considerando os modelos Corolla, Corolla Cross e Yaris Cross.
Segundo a marca, a opção por ampliar a unidade de Sorocaba foi motivada pelo custo e complexidade de atualizar Indaiatuba — instalada há mais tempo e que exigiria uma reformulação completa para receber processos compatíveis com plataformas modulares mais atuais.
O movimento corporativo envolve, portanto, decisão industrial e impacto temporário na oferta, que se refletiu no resultado de agosto. A expectativa comunicada pela fabricante é de retorno ao volume pleno após a conclusão da transferência.







