Revelados pelo príncipe Mohammed bin Salman na fábrica de King Abdullah Economic City, os dois modelos têm três motores que somam 1.126 cv. O sedã faz 0 a 100 km/h em 2,1 s e o SUV, em 2,4 s; preços não foram divulgados.
A Ceer, primeira marca automotiva da Arábia Saudita, revelou seus dois primeiros modelos de série: o Exobot sedã e o Exobot SUV, ambos elétricos. A apresentação foi feita pelo príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, presidente do Fundo de Investimento Público (PIF), na Cidade Econômica Rei Abdullah, sede da fábrica. Os preços não foram divulgados.
Na configuração mais potente, as variantes contavam com três motores elétricos que somaram 1.126 cv e 153 kgfm. Segundo a marca, o sedã acelerou de 0 a 100 km/h em 2,1 segundos e alcançou 250 km/h, enquanto o SUV cumpriu a mesma aceleração em 2,4 segundos e teve velocidade máxima de 210 km/h.
Inicialmente, os modelos foram oferecidos na edição limitada First Edition, com 862 cv e 102 kgfm. Nessa configuração, o sedã realizou o 0 a 100 km/h em 2,6 segundos, e o SUV em 2,9 segundos. Posteriormente, a marca planeou lançar uma versão Plus, com opções de personalização.
A bateria de 112 kWh prometeu autonomia de 670 km para o sedã e 560 km para o SUV, ambas medidas pelo ciclo NEDC, padrão antigo e otimista. O sistema elétrico operou em 800 volts, permitindo recarregar de 10% a 80% em menos de 30 minutos, segundo a fabricante.
A Ceer foi criada em 2022 como joint venture entre o PIF e a taiwanesa Foxconn, com tecnologia de componentes licenciada pela BMW. O Exobot foi anunciado como o primeiro de sete modelos previstos até 2030, em uma gama que deve incluir carros menores e nem todos elétricos.
Em termos de dimensões, o sedã mediu 5,26 metros de comprimento e o SUV 5,02 metros. Ambos tiveram 2,10 metros de largura; as alturas foram diferentes: 1,43 metro no três-volumes e 1,69 metro no utilitário, que adotou entre-eixos de 3,20 metros.
Um dos destaques exibidos foi o para-brisa de 2,4 metros, estendido visualmente até o capô e apontado como o maior já usado em um carro de produção. As portas com abertura para cima, denominadas Shahin em referência ao falcão regional, integraram uma ampla área envidraçada que exigiu soluções térmicas específicas.
O vidro recebeu três camadas de prata para reduzir a entrada de calor; a Ceer informou que o sistema de climatização foi capaz de baixar a temperatura da cabine de 65 °C para 32 °C em dez minutos. O interior trouxe painel com tela curva de 48″ de coluna a coluna, central multimídia de 10,4″ e tela de 8″ para passageiros traseiros. Em vez de volante convencional, foi adotado um manche ligado a direção steer-by-wire, sem conexão mecânica com as rodas, e os retrovisores externos foram substituídos por câmeras.
A ficha técnica incluiu ainda esterçamento das rodas traseiras, suspensão pneumática de câmara dupla e vetorização de torque. Entre os recursos previstos estiveram assistente de voz com inteligência artificial, atualizações remotas (OTA) e condução autônoma de nível 3 com navegação ponto a ponto.









