Olivier Prévost apresentou na Itália a Ténéré 4 Concept, um trail médio com motor monocilíndrico inédito. A marca também revelou a linha RW com câmbio automático e duas scooters elétricas.
A Yamaha aproveitou o Salão de Milão (EICMA), que acontece na Itália neste início de novembro, para antecipar o rumo técnico e comercial que pretende seguir na Europa nos próximos anos. A apresentação foi feita por Olivier Prévost, presidente e CEO da Yamaha Motor Europe. No estande, a marca exibiu um conceito de trail média, uma família de crossovers com câmbio automático e duas scooters elétricas, além de estudos derivados.
Ténéré 4 Concept
O destaque da mostra foi a Ténéré 4 Concept, um estudo de aventura de média cilindrada com motor monocilíndrico inédito. A Yamaha descreve o motor como com torque concentrado em baixas e médias rotações, acoplado a um quadro novo projetado para ser resistente sem elevar o peso. A marca deixa claro que se trata de um conceito e não divulgou potência, peso nem previsão de produção. A proposta é ampliar a família Ténéré, cuja origem remonta à XT500 vencedora do primeiro Paris‑Dakar, em 1979, e à XT600 Ténéré, de 1982.
Linha RW: crossovers com transmissão automática
A nova série RW foi apresentada em três variantes, que a Yamaha posiciona como híbridas entre moto e scooter e enquadra — segundo a própria fabricante — como o primeiro segmento de crossovers com transmissão automática. A empresa, no entanto, não detalhou o funcionamento do câmbio.
- RW700 — adota o motor CP2 bicilíndrico já conhecido de outros modelos da marca e um quadro em tubos de aço.
- RW700 Explore — mantém a base da RW700 e acrescenta equipamentos voltados a viagens: suspensão dianteira com pré‑carga e amortecimento ajustáveis, punhos e banco aquecidos, cavalete central, comandos retroiluminados e cores exclusivas.
- RW350 — traz um motor novo de 330 cm³ e vem associado ao sistema Yamaha Dynamic Ride, citado pela fabricante sem especificações técnicas. As páginas europeias listam os três modelos como linha 2027; preços não foram informados.
Scooters elétricas: Xenter E e NMax E
No segmento urbano elétrico, a Yamaha apresentou a Xenter E e a NMax E. A Xenter E tem rodas de 16 polegadas, suspensão ajustada para asfalto irregular, posição de pilotagem ereta, assoalho plano e espaço sob o banco que comporta um capacete integral dependendo do tamanho e formato. O equipamento inclui painel TFT conectado com navegação, ABS, controle de tração, ignição sem chave, carregador integrado e função de marcha à ré. A autonomia declarada é de até 108 km no ciclo WMTC, número de laboratório que varia conforme o uso. A Yamaha não divulgou capacidade da bateria, potência nem tempo de recarga. A marca também exibiu um conceito a combustão derivado, identificado apenas como Xenter.
A NMax E é a versão elétrica da scooter esportiva da família MAX. Usa uma unidade de potência eAxle com transmissão por correia e, segundo a fabricante, entrega desempenho equivalente a um modelo a combustão de 125 cm³. A ficha repete o pacote urbano: painel TFT conectado, modos de condução, carregador integrado, porta‑objetos iluminado sob o banco, controle de tração e ABS. Assim como na Xenter E, não foram informados autonomia detalhada, capacidade da bateria ou tempo de recarga.
O comunicado da marca não traz qualquer informação sobre venda desses modelos no Brasil: todas as apresentações foram dirigidas ao mercado europeu. No mercado nacional, a eletrificação da Yamaha atualmente passa pelos híbridos leves Fluo ABS Hybrid Connected e ZR Hybrid Connected e pelos motores de popa elétricos da Torqeedo.









